hoje estou aqui para falar de um
assunto muito polêmico em nossa sociedade, assunto este que vem deixando o
publico de diversas idades, mas principalmente os adolescentes cheinhos de
duvidas, medos, angustias. Garanto que não há assunto mais atual, mais polêmico
e que esteja tirando sono de alguns e deixando muitos de cabelo em pé. Se você
faz parte dessa massa, então meu digníssimo leitor, este post foi feito
especialmente para você. Hoje eu vou falar sobre a: HOMOSSEXUALIDADE.
Mas, afinal, o que é a HOMOSSEXUALIDADE?
¬¬
My little baby, se você não sabe
o que é a HOMOSSEXUALIDADE, com certeza você não é deste mundo. Então, para
quem é de outro mundo vou explicar de forma bem simples e direta que ser
homossexual significa: sentir atração física, emocional e estética por outro
ser do mesmo sexo, ou seja, ficar,
namorar, casar ou simplesmente ter relações sexuais com alguém do mesmo
sexo e outras #coisitas mais. Sacou, ai? Pois é, não fique espantado, isso por
aqui já é uma coisa quase que totalmente aceitável e comum.
Então, decidi falar sobre este
assunto porque é algo que simplesmente me chama muita atenção... #porqueserá?
;o
Pois é, exatamente ontem quando
eu estava na biblioteca da minha escola, somente de passagem, óbvio... dei de
cara com uma revista, e nela havia escrito na capa a seguinte frase: SER JOVEM
E GAY a vida sem dramas. # OMG, confesso que fiquei desesperada pra ler. Então
peguei a revista e fui folheando até chegar à parte em que eu queria, claro.
Depois de ler atentamente a
reportagem, decidi fazer este blog. #Comoassim? Pois é, isso são coisas que só
Ele sabe explicar.
Então vamos deixar de enrolação e
partir para o interessante. Para não deixar vocês na curiosidade, vou postar
aqui à reportagem da revista VEJA e se for preciso, acrescentarei algumas
coisas.
Uma lição dos jovens:
Encarar a homossexualidade com a
naturalidade é uma bela lição que os jovens brasileiros estão ministrando aos
adultos. De modo geral, quando escapa da galhofa
pura e simples, a homossexualidade é tratada com hipocrisia ou usada como
bandeira por grupos militantes que vitimizam sua condição e são paparicados por
políticos em busca de votos. Os jovens estão demonstrando que ser homossexual
não necessariamente implica que um indivíduo seja pior, ou melhor, mais forte
ou mais fraco do que o outro - mas apenas diferente. Isto leva a questão para
longe das piadas, das bandeiras, das passeatas, das religiões, dos julgamentos
morais e até das legislações devolvendo-a ao arbítrio de cada um na confecção
da imensa teia de afeição e rejeição que define a condição humana.
UMA TURMA COLORIDA:
Paulo, William, Marcus, David, Charles, Akira, Jefferson (de
pé, da esq. para a dir.); e Harumi e Daniele (sentadas): eles abriram o jogo
para os pais ainda na adolescência. A GERAÇÃO TOLERÂNCIA: os adolescentes e jovens
brasileiros começam a vencer o arraigado preconceito contra os homossexuais, e
nunca foi tão natural ser diferente quanto agora. É uma conquista da juventude
que deveria servir de lição para muitos adultos.
Apresentar boletim escolar com notas ruins, bater o carro
novo da casa, arrumar inimizade com o vizinho já são situações difíceis de
enfrentar diante do tribunal familiar, com aquela atemorizante combinação de
intimidade com autoridade dos pais. Imagine parar ali diante deles e dizer a
frase: "Eu sou gay". Não é fácil para quem fala, menos ainda para
quem ouve. As mães se assustam, mas logo o amor materno supera o choque do
novo. Os pais demoram mais a metabolizar a novidade. A orientação sexual ainda
é e vai ser por muito tempo uma questão complexa e tensa no seio das famílias.
Isso muda muito lentamente. O que mudou muito rapidamente, porém, foi a maneira
como a homossexualidade é encarada por adolescentes e jovens no Brasil.
Declarar-se gay em uma turma ou no colégio de uma grande cidade brasileira
deixou de ser uma condenação ao banimento ou às gozações eternas. A rapaziada
está imprimindo um alto grau de tolerância a suas relações, a um ponto em que
nada é mais feio do que demonstrar preconceito contra pessoas de raças,
religiões ou orientações sexuais diferentes das da maioria.
Esses meninos e meninas estão desfrutando uma convivência
mais leve justamente em uma fase da vida de muitas incertezas, quando a
aceitação pelos pares é decisiva para a saúde emocional e mental. Isso é um
avanço notável. Por essa razão talvez, a idade em que um jovem acredita que
definiu sua preferência sexual tem caído. Uma pesquisa feita pelas
universidades estaduais do Rio de Janeiro (Uerj) e de Campinas (Unicamp) tem os
números: aos 18 anos, 95% dos jovens já se declararam gays. A maior parte, aos
16. Na geração exatamente anterior, a revelação pública da homossexualidade
ocorria em torno dos 21 anos, de acordo com a maior compilação de estudos já
feita sobre o assunto. À frente do levantamento, o psicólogo americano Ritch
Savin-Williams, autor do livro The New Gay Teenager (O Novo Adolescente Gay),
resumiu a VEJA: "O peso de sair do armário já não existe para os jovens
gays do Ocidente: tornou-se natural".
LONGE DO ESTEREÓTIPO:
Os jovens que aparecem nas páginas desta reportagem, que em nenhum instante cogitaram esconder o nome ou o rosto, são o retrato de uma geração para a qual não faz mais sentido enfurnar-se em boates GLS (sigla para gays, lésbicas e simpatizantes) - muito menos juntar-se a organizações de defesa de uma causa que, na realidade, não veem mais como sua. Na última parada gay de São Paulo, a maior do mundo, a esmagadora maioria dos participantes até 18 anos diz estar ali apenas para "se divertir e paquerar" (na faixa dos 30 o objetivo número 1 é "militar"). A questão central é que eles simplesmente deixaram de se entender como um grupo. São, sim, gays, mas essa é apenas uma de suas inúmeras singularidades - e não aquela que os define no mundo, como antes. Explica o sociólogo Carlos Martins: "Os jovens nunca se viram às voltas com tantas identidades. Para eles, ficar reafirmando o rótulo gay não só perdeu a razão de ser como soa antiquado". Ícone desses meninos e meninas, a cantora americana Lady Gaga os fascina justamente por ser "difícil de definir o que ela é". São marcas de uma geração que, não há dúvida, é bem menos dada a estereótipos do que aquela que a precedeu. Diz, com a firmeza típica de seus pares, a estudante paulista Harumi Nakasone, 20 anos: "Nunca fiz o tipo masculino nem quis chocar ninguém com cenas de homossexualidade. Basta que esteja em paz e feliz com a minha opção".
Ainda que o preconceito persista em alguns círculos, atingiu-se um estágio de evolução em que professá-lo se tornou um gesto condenável pela maioria - um sinal de progresso no Brasil. Nas Forças Armadas, onde a aversão a gays sempre se pronunciou em grau máximo (apesar de o regimento interno repudiar a perseguição aos homossexuais), a diferença é que, agora, quando surge um caso desses entre os muros do Exército, o assunto logo suscita indignação. Ocorreu com um general que, neste ano, veio a público posicionar-se contra a presença de gays nas Forças Armadas. Sob pressão, precisou retratar-se. Recentemente, o lutador de vale-tudo Marcelo Dourado, 38 anos, surgiu no programa Big Brother Brasil, da Rede Globo, dizendo que "homem hétero não pega aids". Além de uma bobagem, a declaração foi tachada de preconceituosa - e a Globo precisou ocupar seu horário nobre com as explicações do Ministério da Saúde sobre o tema. Mesmo que às vezes usados como bandeira por bandos de militantes paparicados por políticos em busca de votos, pode-se dizer que tais episódios apontam para uma direção positiva. Afirma o filósofo Roberto Romano: "A experiência mostra que o desconforto com o preconceito cria um ambiente propício para que ele vá sendo exterminado".
"Aos 16 anos, quando contei à minha mãe que preferia os
homens às mulheres, ela ficou possuída de raiva. Eu achava que a notícia não
causaria tanta comoção. Não havia aberto o jogo sobre minha sexualidade, mas
tinha certeza de que minha mãe já desconfiava. Nunca levava garotas em casa nem
falava delas. O dia em que contei tudo, no entanto, foi um divisor de águas
para nós dois. A relação ficou muito tensa. É interessante como a coisa,
depois, vai sendo assimilada. Ela abandonou o sonho de me ver chefe de uma
família tradicional e, no lugar disso, passou a sonhar com um bom companheiro
para mim. Isso ainda não aconteceu. Hoje, no entanto, minha vida é ótima. Não
escondo das pessoas de que mais gosto o que realmente sou." Gabriel
Taverna, 19 anos, estudante de São Paulo.
"No início da adolescência, já me sentia atraída por
meninas. Aluna de um colégio de freiras, havia crescido ouvindo que o amor
entre pessoas do mesmo sexo era algo imperdoável, mas nunca vi a coisa assim. A
mim, parecia natural. Aos 14, até tentei namorar um menino. Não funcionou. Um
ano depois, quando me apaixonei de verdade por uma garota, resolvi contar a
meus pais. Minha mãe repetia: ‘Calma que passa, é uma fase’. A aceitação da
ideia é um processo lento, que envolve agressões de todos os lados e decepção.
Sei que contrariei o sonho da minha família, de me ver de grinalda e com
filhos, mas a melhor coisa que fiz para mim mesma foi ser verdadeira. Por que
me sentir uma criminosa por algo que, afinal, diz respeito ao amor?" Amanda Rodrigues, 18 anos, estudante de artes visuais no Rio de Janeiro.
LONGE DO ESTEREÓTIPO:
"Sempre tive atração por meninas, só que morria de
vergonha de me aproximar delas e revelar o que sentia. Precisei de alguns anos
para aceitar, eu mesma, a ideia. Foi na internet que consegui arranjar a
primeira namorada. Quando a coisa ficou séria e eu quis levá-la a minha casa,
contei a meus pais, que, como era esperado, sofreram. Meus amigos também já
sabem que sou homossexual. No começo, estranharam. Nunca me enquadrei no
estereótipo da menina gay, masculinizada, mas não tenho dúvida quanto à minha
opção. O melhor: depois de um processo difícil, isso acabou se tornando natural
para mim e para todos à minha volta.
"Harumi Nakasone, 20 anos, estudante de artes visuais em Campinas.
"Harumi Nakasone, 20 anos, estudante de artes visuais em Campinas.
Os jovens que aparecem nas páginas desta reportagem, que em nenhum instante cogitaram esconder o nome ou o rosto, são o retrato de uma geração para a qual não faz mais sentido enfurnar-se em boates GLS (sigla para gays, lésbicas e simpatizantes) - muito menos juntar-se a organizações de defesa de uma causa que, na realidade, não veem mais como sua. Na última parada gay de São Paulo, a maior do mundo, a esmagadora maioria dos participantes até 18 anos diz estar ali apenas para "se divertir e paquerar" (na faixa dos 30 o objetivo número 1 é "militar"). A questão central é que eles simplesmente deixaram de se entender como um grupo. São, sim, gays, mas essa é apenas uma de suas inúmeras singularidades - e não aquela que os define no mundo, como antes. Explica o sociólogo Carlos Martins: "Os jovens nunca se viram às voltas com tantas identidades. Para eles, ficar reafirmando o rótulo gay não só perdeu a razão de ser como soa antiquado". Ícone desses meninos e meninas, a cantora americana Lady Gaga os fascina justamente por ser "difícil de definir o que ela é". São marcas de uma geração que, não há dúvida, é bem menos dada a estereótipos do que aquela que a precedeu. Diz, com a firmeza típica de seus pares, a estudante paulista Harumi Nakasone, 20 anos: "Nunca fiz o tipo masculino nem quis chocar ninguém com cenas de homossexualidade. Basta que esteja em paz e feliz com a minha opção".
A tolerância às diferenças, antes verificada apenas no
ambiente de vanguardas e nas rodas intelectuais e artísticas, está se tornando
uma regra - especialmente entre os escolarizados das grandes cidades
brasileiras. Uma comparação entre duas pesquisas nacionais, distantes quase
duas décadas no tempo, dá uma ideia do avanço quanto à aceitação dos homossexuais
no país. Em 1993, uma aferição do Ibope cravou um número assustador: quase 60%
dos brasileiros assumiam, sem rodeios, rejeitar os gays. Hoje, o mesmo
porcentual declara achar a homossexualidade "natural", segundo um
novo levantamento com 1 500 adolescentes de onze regiões metropolitanas,
encabeçado pelo instituto TNS Research International. O mesmo estudo dá outras
mostras de como a maior parte dos jovens brasileiros já se conduz pela
tolerância em vários campos: 89% acham que homens e mulheres têm exatamente os
mesmos direitos e em torno de 80% se casariam com alguém de outra raça ou
religião. "À medida que as pessoas se educam e se informam, a tendência é
que se tornem também mais intransigentes com o preconceito e encarem as
questões à luz de uma visão menos dogmática", diz a psicóloga Lulli
Milman, da Uerj. Foi o que já ocorreu em países de alto IDH, como Holanda,
Bélgica e Dinamarca. Lá, isso se refletiu em avanços na legislação: casamentos
gays e adoção de crianças por parte desses casais são aceitos há anos. No
Brasil, onde não há leis nacionais como essas, a apreciação fica sujeita a cada
tribunal.
Ainda que o preconceito persista em alguns círculos, atingiu-se um estágio de evolução em que professá-lo se tornou um gesto condenável pela maioria - um sinal de progresso no Brasil. Nas Forças Armadas, onde a aversão a gays sempre se pronunciou em grau máximo (apesar de o regimento interno repudiar a perseguição aos homossexuais), a diferença é que, agora, quando surge um caso desses entre os muros do Exército, o assunto logo suscita indignação. Ocorreu com um general que, neste ano, veio a público posicionar-se contra a presença de gays nas Forças Armadas. Sob pressão, precisou retratar-se. Recentemente, o lutador de vale-tudo Marcelo Dourado, 38 anos, surgiu no programa Big Brother Brasil, da Rede Globo, dizendo que "homem hétero não pega aids". Além de uma bobagem, a declaração foi tachada de preconceituosa - e a Globo precisou ocupar seu horário nobre com as explicações do Ministério da Saúde sobre o tema. Mesmo que às vezes usados como bandeira por bandos de militantes paparicados por políticos em busca de votos, pode-se dizer que tais episódios apontam para uma direção positiva. Afirma o filósofo Roberto Romano: "A experiência mostra que o desconforto com o preconceito cria um ambiente propício para que ele vá sendo exterminado".
A notícia de que um filho é homossexual continua a causar a
dor da decepção a pais e mães (descrita pela maioria dos ouvidos por VEJA como
"a pior de toda a vida"). Com pavor de uma reação violenta do pai,
meninos e meninas preferem, em geral, contar primeiro à mãe. "Quando meu
filho me disse que gostava de meninos, sabia que os velhos sonhos teriam de ser
substituídos por algo que eu não tinha a menor ideia do que seria", relata
a analista financeira paulista Suerda Reder, 41 anos. É com o tempo que a vida
vai sendo reconstruída sob novas expectativas. Dois anos depois da revelação, o
namorado de Victor, filho de Suerda, frequenta sua casa sem que isso seja
motivo de constrangimento. Muitos pais já compreendem (com algumas idas e
vindas) que, ao apoiar os filhos, estão lhes prestando ajuda decisiva.
"Quando a própria mãe trata o fato com naturalidade, a tendência é que o
preconceito em relação a ele diminua", diz a estilista gaúcha Ana Maria
Konrath, 55 anos, em coro com uma nova geração de mães - também mais
tolerantes. O que elas sabem por experiência a ciência em parte já investigou.
Segundo um estudo americano, conduzido pela Universidade Estadual de São
Francisco, jovens gays que convivem em harmonia com os pais raramente sofrem de
depressão, doença comum entre vítimas de preconceito.
Um conjunto de fatores ajuda a explicar o fato de a atual
geração gay ser mais livre de amarras - alguns de ordem sociológica, outros culturais.
Um ponto básico se deve à sua aceitação por outros adolescentes. Para esses
jovens, o conceito de tribo perdeu o valor, como chamou atenção o antropólogo
americano Ted Polhemus, por meio de suas pesquisas. Ele apelidou essa geração
de "supermercado de estilos" - ou só "sem rótulos". Nesse
contexto, não há mais lugar para algo como o grupo em que apenas ingressam os
gays ou os negros, algo que as escolas brasileiras já ecoam. Antes fonte de
tormento para alunos homossexuais, alvo de piadas, quando não de surras e
linchamentos, o colégio se tornou um desses lugares onde, de modo geral, impera
a boa convivência com os gays. Um sinal disso é que a ocorrência de casos de
bullying por esse motivo tem caído gradativamente. "É também mais comum
que eles andem de mãos dadas no recreio, sem ser importunados, ou que se tornem
líderes de turma", conta a pedagoga Rita de Cássia, da Secretaria de
Estado de Educação do Rio de Janeiro. Os próprios colégios reconhecem que, no
passado, conduziam a questão à sombra de certo preconceito. "Se surgia um
aluno gay, tratava-se imediatamente o assunto como um problema, e os pais eram
logo chamados", lembra Vera Malato, orientadora no Colégio Bandeirantes,
em São Paulo. "Hoje a postura é apenas dar orientação ao aluno se for preciso."
ASSUMIDOS, MAS DISCRETOS:
"Aos 15 anos, depois de alguns flertes com meninos e nenhuma relação com meninas, conheci meu atual namorado. Apaixonado e angustiado por viver escondido, achei que não havia outro caminho senão abrir a questão para os meus pais. Até hoje, não falamos muito sobre o assunto, mas eles já aceitam a situação, e até levo o Leandro para dormir lá em casa. Às vezes, andamos de mãos dadas, mas não trocamos beijos em público. Não preciso ficar expondo minha sexualidade. Prefiro as boates que meus amigos, gays ou não, frequentam ao circuito GLS."
"Aos 15 anos, depois de alguns flertes com meninos e nenhuma relação com meninas, conheci meu atual namorado. Apaixonado e angustiado por viver escondido, achei que não havia outro caminho senão abrir a questão para os meus pais. Até hoje, não falamos muito sobre o assunto, mas eles já aceitam a situação, e até levo o Leandro para dormir lá em casa. Às vezes, andamos de mãos dadas, mas não trocamos beijos em público. Não preciso ficar expondo minha sexualidade. Prefiro as boates que meus amigos, gays ou não, frequentam ao circuito GLS."
Victor
Guedes, 19 anos, produtor de moda (à esquerda), com o namorado Luiz Leandro Caiafa,
20, estudante de ensino técnico no Rio de Janeiro.
Para boa parte dos jovens gays de hoje, a vida subterrânea nunca fez sentido. Diz o produtor de moda carioca Victor Guedes, 19 anos: "Desde que ficou claro para mim que meu interesse era pelo sexo masculino, não pensei em esconder isso dos meus pais. Só esperei a hora certa para abrir o jogo, com todo o tato". É gritante o contraste com as gerações anteriores, às quais lança luz o livro Cuidado! Seu Príncipe Pode Ser uma Cinderela (a ser lançado pela editora Best Seller), das jornalistas Consuelo Dieguez e Ticiana Azevedo. O conjunto de depoimentos ali reunido revela o sofrimento diário enfrentado por políticos, diplomatas e figurões do mercado financeiro que nunca saíram do armário.
NUNCA ME ESCONDI:
Para boa parte dos jovens gays de hoje, a vida subterrânea nunca fez sentido. Diz o produtor de moda carioca Victor Guedes, 19 anos: "Desde que ficou claro para mim que meu interesse era pelo sexo masculino, não pensei em esconder isso dos meus pais. Só esperei a hora certa para abrir o jogo, com todo o tato". É gritante o contraste com as gerações anteriores, às quais lança luz o livro Cuidado! Seu Príncipe Pode Ser uma Cinderela (a ser lançado pela editora Best Seller), das jornalistas Consuelo Dieguez e Ticiana Azevedo. O conjunto de depoimentos ali reunido revela o sofrimento diário enfrentado por políticos, diplomatas e figurões do mercado financeiro que nunca saíram do armário.
NUNCA ME ESCONDI:
"Cheguei a beijar garotas, mas foi só quando troquei o
primeiro beijo com um menino, aos 14 anos, que senti uma emoção real. Era tão
claro para mim que resolvi contar a meus amigos mais próximos da escola que era
gay. A princípio, eles estranharam. Cheguei a ser alvo de olhares tortos e
gritos de ‘bicha’, mas logo passou. Quando contei a meus pais, no ano passado,
eles no fundo já sabiam. Nunca me preocupei em levar garotas para casa só para
me passar pelo que não era. Também não tenho necessidade de ficar me
reafirmando gay na frente dos outros. Isso é bobo demais. Para mim, é só mais
uma de minhas características."
Hector Gutierrez, 17 anos, estudante do 3º ano do ensino
médio numa escola particular de Minas Gerais.
MEUS SONHOS PRECISARAM SER RECONSTRUÍDOS:
MEUS SONHOS PRECISARAM SER RECONSTRUÍDOS:
"Acho que toda mãe percebe, a contragosto e com dor,
quando seu filho é gay. Sempre tive certeza disso em relação ao Igor, mas
alimentava esperanças de que ele mudasse. Cheguei a rezar anos a fio por um
milagre. No dia em que meu filho finalmente se abriu comigo, aos 17 anos,
fiquei sem chão. Passado o choque, entendi que meus sonhos em relação a ele
precisariam ser completamente reconstruídos. Não escondo mais de ninguém que
meu filho é homossexual. Sinto que o fato de uma mãe tomar essa iniciativa
ajuda a espantar o preconceito. Sempre que arranja um namorado, ele frequenta a
minha casa e saímos juntos. Meu filho está feliz. Não é isso que todos nós
buscamos?"
Ana Maria Konrath, 55 anos, estilista gaúcha, mãe de Igor
Konrath, 20, estudante de comunicação social.
Ao longo da última década, a indústria do entretenimento tem refletido, de forma acentuada, as mudanças culturais em relação à sexualidade. Na televisão, nunca houve tantas séries retratando o universo gay. Entre as produções de maior sucesso, figuram o seriado americano Glee, que tem como um dos protagonistas um adolescente recém-assumido gay para o pai, e The L Word,sobre um grupo de lésbicas atraentes e chiques de Los Angeles. Nas novelas brasileiras, os homossexuais já não são mais tratados de maneira tão caricatural. “É possível exibir na TV a vida comum de casais gays sem que isso provoque a rejeição do público, como no passado. Hoje, esses personagens fazem o maior sucesso”, analisa Manoel Carlos, autor da atual novela das 8,Viver a Vida. Isso não só ajuda a levantar o diálogo sobre a homossexualidade em casa como ainda minimiza a resistência a ela. O rol de celebridades que se assumem gays também cumpre, em certo grau, esse papel. O último a deixar o armário foi o cantor porto-riquenho Ricky Martin, autor do sucesso Livin’ la Vida Loca, que, aos 38 anos, declarou ser gay em tom profético: “Hoje aceito minha homossexualidade como um presente que a vida me deu”.
Ao longo da última década, a indústria do entretenimento tem refletido, de forma acentuada, as mudanças culturais em relação à sexualidade. Na televisão, nunca houve tantas séries retratando o universo gay. Entre as produções de maior sucesso, figuram o seriado americano Glee, que tem como um dos protagonistas um adolescente recém-assumido gay para o pai, e The L Word,sobre um grupo de lésbicas atraentes e chiques de Los Angeles. Nas novelas brasileiras, os homossexuais já não são mais tratados de maneira tão caricatural. “É possível exibir na TV a vida comum de casais gays sem que isso provoque a rejeição do público, como no passado. Hoje, esses personagens fazem o maior sucesso”, analisa Manoel Carlos, autor da atual novela das 8,Viver a Vida. Isso não só ajuda a levantar o diálogo sobre a homossexualidade em casa como ainda minimiza a resistência a ela. O rol de celebridades que se assumem gays também cumpre, em certo grau, esse papel. O último a deixar o armário foi o cantor porto-riquenho Ricky Martin, autor do sucesso Livin’ la Vida Loca, que, aos 38 anos, declarou ser gay em tom profético: “Hoje aceito minha homossexualidade como um presente que a vida me deu”.
Recém-saídos do armário: Reprimidas
durante anos, celebridades das mais diversas áreas resolveram vir a público nos
últimos meses para assumir-se gays com estardalhaço: da esquerda para a
direita, a cantora gospel Jennifer Knapp, o jogador de rúgbi galês Gareth
Thomas e o cantor Ricky Martin.
O GALÃ E A DIVA: o ator Rock Hudson (à esquerda), que manteve casamento de fachada, e Lady Gaga, atual ícone dos jovens gays. A atual geração jamais espera tanto. A idade precoce com que
os gays trazem à tona sua orientação sexual chama a atenção dos especialistas.
Aos 16 anos, estão ainda na adolescência – uma fase de experimentação e
dúvidas. Pondera a doutora em psicologia Ceres Araujo: “Esperar que essa
escolha seja eterna para todos é uma simplificação. O que dá para afirmar é que
esses jovens têm grande propensão de seguir se relacionando com pessoas do
mesmo sexo”. Para eles, a homossexualidade está longe de ter a conotação
negativa de tantos outros períodos da história. Durante as trevas da
Inquisição, arremessavam-se os gays à fogueira. Na Inglaterra do século XIX,
eles eram considerados nada menos que criminosos. Em 1895, num dos mais famosos
julgamentos de todos os tempos, o escritor irlandês Oscar Wilde, homossexual
assumido, foi acusado de sodomia e comportamento indecente. Penou dois anos na
prisão. Na Hollywood dos anos 50, o agente do galã Rock Hudson arranjou, às
pressas, um casamento de fachada para o ator, com uma secretária. Às voltas com
fofocas sobre sua homossexualidade, ele corria o risco de perder contratos. Só
em 1985, aos 59 anos e vitimado pela aids, doença que o mataria naquele ano,
Hudson se assumiu gay. Num cenário inteiramente diferente, os novos gays não
precisam mais passar por esse tormento. Resume o estudante mineiro Hector
Gutierrez, 17 anos – típico da geração tolerância: “O dia em que eu contei a
verdade a todos foi o primeiro em que me senti realmente livre e feliz”.
ELE CONTA TUDO NO TWITTER:
"Solitário, aos 14 anos resolvi dividir com a minha irmã aquilo que já era muito claro para mim: gostava de meninos, e sabia que isso decepcionaria minha família. Ela chorou, disse que logo essa fase passaria, e o pior: contou para todo mundo. Minha família chegou a me encaminhar ao psicólogo. Depois, à igreja. Não foi fácil, mas o alívio de compartilhar a situação me transformou em outra pessoa. Pouco falo sobre meus namoros, e agiria da mesma forma se eles fossem com meninas. Fico, no entanto, bem à vontade para falar de minha vida amorosa no Twitter, no qual tenho mais de 1 700 seguidores. De onde menos se espera às vezes ainda vem uma agressão gratuita, mas a coisa está mudando para melhor."
Lucas El-Osta, 17 anos, estudante do 2º ano do ensino médio no Rio de Janeiro.
"Solitário, aos 14 anos resolvi dividir com a minha irmã aquilo que já era muito claro para mim: gostava de meninos, e sabia que isso decepcionaria minha família. Ela chorou, disse que logo essa fase passaria, e o pior: contou para todo mundo. Minha família chegou a me encaminhar ao psicólogo. Depois, à igreja. Não foi fácil, mas o alívio de compartilhar a situação me transformou em outra pessoa. Pouco falo sobre meus namoros, e agiria da mesma forma se eles fossem com meninas. Fico, no entanto, bem à vontade para falar de minha vida amorosa no Twitter, no qual tenho mais de 1 700 seguidores. De onde menos se espera às vezes ainda vem uma agressão gratuita, mas a coisa está mudando para melhor."
Lucas El-Osta, 17 anos, estudante do 2º ano do ensino médio no Rio de Janeiro.












Definitivamente, é necessário moldar a nossa sociedade, é necessário que as pessoas deixem de associar a homosexualidade a uma doença, a um crime, a um pecado....
ResponderExcluirAlgo impensável, a meu ver...
Por isso só me resta acrescentar se amar é doença, porque não estamos todos nós a ser acompanhados por psicólogos?
Ps. parabéns pelo trabalho, visita os meus e comenta:
http://homelezz.blogspot.com/ - novinho em folha xD
http://wwwomenworld.blogspot.com/
continua com o trabalho